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Mordendo a maçã: Yurij Castelfranchi (castel@sissa.it)
Introdução Como uma solitária maçã vermelha, Em 1954 Alan Turing, matemático, herói de guerra, matou-se ao morder uma maçã embebida em veneno. Apenas uns poucos anos antes, ele tinha atirado ao mundo uma maçã de discórdia, concebendo a possibilidade de uma “criança eletrônica”, uma máquina programável que poderia aprender, pensar, ser inteligente e, também, ter uma consciência. “As máquinas podem pensar?” – ele havia escrito. Ele pensava que sim, que um dia as máquinas pensariam one day . Hoje, alguns cientistas reivindicam que é impossível para as máquinas alcançarem o conhecimento, a inteligência e o pensamento reais. Outros dizem que a Inteligência Artificial (AI – Artificial Intelligence) representa um fruto proibido: um objetivo imoral e antiético. Alguns dizem que a maçã do conhecimento e inteligência ainda está verde para os computadores. Outros afirmam que a Inteligência Artificial está apenas acima de nós, como a maçã de Sappho: vermelha, pronta, mas muito alta para ser alcançada. O debate continua aberto. Entrementes as máquinas aprenderam a aprender e a jogar xadrez, a demonstrar teoremas e a realizar bons diagnósticos médicos, a interagir conosco e entre elas e a fazer muitas coisas que eram antes consideradas típicas de criaturas inteligentes. Numa perspectiva histórica, nós analisamos aqui, brevemente, as principais etapas, o estado da arte real deste antigo desafio e jovem disciplina e os principais argumentos a favor e contra a possibilidade de construção de seres com inteligência artificial.
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#3 2004 |
| A Mente-Humana Iván Izquierdo. |
| A Mente-Humana: Abordagem Neuro-psicológica. Benito P. Damasceno. |
| The Cognitive MRI Revolution. Anna Cristina Nobre et alii. |
| Towards an Evolutionary Theory of Sleep and Dreams. Sidarta Ribeiro. |
| Epilepsia: Uma Janela para o Cérebro. Alexandre Valotta da Silva e Esper Abrão Cavalheiro. |
| Brincando com a linguagem e criando sentidos, ou cognição distribuída e emergência da linguagem. Edson Françoso; Maria Luiza Cunha Lima; Orlando Bisacchi Coelho. |
| Biting the apple: the challenge of Artificial Intelligence. Yurij Castelfranchi. |
| Cartografando a Mente, Leonardo Bonilha. |
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