O aquecimento do sistema climático é evidente e inegável diante das observações dos aumentos globais da temperatura atmosférica e oceânica, do derretimento da neve e geleiras e elevação global do nível do mar - é necessário adotar medidas para reverter a tendência atual de acúmulo dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. Os dois principais meios para reverter esta tendência são (a) a redução das emissões de GEE, através de gerações mais limpas de energia, e (b) a remoção do CO 2 , através de “infiltrações” ou seqüestro de carbono. Os setores agrícola e florestal podem desempenhar um papel-chave nessa reversão. Mercados de carbono estão se ndo desenvolvidos em todo o mundo e provavelmente encorajarão ações no setor agrícola, que levarão a um aumento do seqüestro de carbono e à redução das emissões de GEE. Entretanto, para os pequenos fazendeiros de países menos desenvolvidos, a implantação de projetos baseados no mercado de carbono ainda permanecerá um grande desafio.
Mesmo nos cenários mais otimistas, são necessárias ações para lidar com os atuais impactos do aquecimento global, oriundo de emissões passadas. A incorporação da questão d a mudança climática global na tomada de decisões é dificultada pelos níveis de incerteza associados aos cenários de mudança climática . Adicionalmente, a incorporação da questão climática é i gualmente prejudicada por um freqüente “ duplo conflito de escalas”: (a) as escalas temporais dos cenários de mudanças climáticas freqüentemente apontam para um futuro muito longínq uo, muito distante das atuais necessidades daqueles que tomam decisões; e (b) as escalas espaciais dos cenários climáticos (por exemplo, d e global a regional) são muito mais amplas do que normalmente seria necessário para uma tomada de decisão (i.e., nível local).
A introdução da “mudança climática” nas agendas políticas e de desenvolvimento pode ser facilitada pela consideração das variações a longo prazo como parte contínua da variabilidade climática total ( de estações par a décadas e dessas para a séculos) e pela geração de informações em escalas temporais relevantes e aplicáveis a períodos de tempo particulares, ou horizontes de planejamento, para as diferentes decisões. Esta abordagem introduz a “mudança climática” como um problema do presente, em vez de um problema do futuro.
A incorporação da mudança climática nas agendas de planejamento exige o compromisso das partes interessadas desde o início das atividades de pesquisa e desenvolvimento. O compromisso das partes interessadas também é facilitado pelo desenvolvimento de “ferramentas de apoio à discussão” e pelo estabelecimento de estudos-piloto de participação .