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"Gênero e Comunidades Pesqueiras: Na Unidade Familiar, em Direção à Sustentabilidade"
SHE XII – Conferência Internacional da Society for Human Ecology, Ilha de Cozumel, México, 18 a 22 de fevereiro de 2004
A organização da sessão sobre Gênero e Comunidades Pesqueiras , no XII Conferência Internacional da Society for Human Ecology – "Turismo, Viagem e Transporte: Uma Perspectiva Ecológico-Humana sobre a Mobilidade Humana” , tem raízes que nos levam a dezembro de 2002, em Bruxelas, quando participei, junto a outros pesquisadores de comunidades pesqueiras, de uma reunião organizada por Cornelia Nauen e Stella Williams, na Comissão Européia. Depois dessa data, e devido a novos insights surgidos nessa reunião, considerando especialmente as ciências biológicas e sociais, Katia Frangoudes organizou uma sessão na Conferência: O Povo e o Mar II (MARE) , de 4 a 6 de setembro de 2003, em Amsterdã. Nesse sentido, a organização da sessão na XII Conferência da SHE, na Ilha de Cozumel, México, foi uma iniciativa no sentido de continuar o desenvolvimento de um assunto que é parte da vida diária dos pesquisadores de comunidades pesqueiras e que, no entanto, usualmente não é abordado mais profundamente por tais pesquisadores. A reunião da Society for Human Ecology foi também um momento chave, devido à sua longa experiência multidisciplinar.
Nessa sessão no México, o assunto sobre gênero é considerado sob um amplo espectro de aspectos inter-relacionados incluídos em comunidades pesqueiras, meio de vida ( livelihood ), turismo e sustentabilidade. Meio de vida é um conceito que pode servir como um elo para integrar os aspectos ecológicos, econômicos e sociais na análise de gênero nas comunidades pesqueiras. Os processos de mudança e de atividades relacionados ao turismo, considerando a mulher na comunidade pesqueira, são os assuntos desenvolvidos nos quatro estudos selecionados da sessão Gênero e Comunidades Pesqueiras ocorrida durante o XII SHE, Cozumel, México, e publicados neste volume de MultiCiência . Os artigos selecionados incluem áreas temperadas e tropicais associadas a comunidades pesqueiras artesanais: Córsega, Portugal, México e Brasil. O primeiro artigo trata de turismo e gênero em comunidades pesqueiras da Córsega, escrito por K. Frangoudes, abordando meio-ambiente, economia, organização local e mudança institucional. O segundo, por Christine Escallier, inclui uma análise do processo de mudança em Nazaré, uma pequena comunidade pesqueira no norte de Portugal, devido ao turismo e modificações econômicas relacionadas. O terceiro artigo trata de uma pequena comunidade em Yucatán, México, escrito por Ana C. Gavaldón Hoshiko e Julia F. Berdugo, abordando mulheres como trabalhadoras do mar e suas negociações e arranjos familiares no acesso aos recursos. Finalmente, um artigo sobre uma comunidade pesqueira artesanal, Praia de Itaipu, Niterói, Rio de Janeiro, escrito por Sônia R. da Cal S. Barbosa e por mim, analisando as modificações ambientais e o limite entre ações individuais e coletivas, entre as mulheres de Itaipu.
Desejando aos leitores um profundo mergulho nessas comunidades pesqueiras artesanais tropicais e temperadas.
Alpina Begossi
Nepam Unicamp
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